“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver. ” Amyr Klink


domingo, 17 de maio de 2009

Chegando a Liverpool

Chegamos a Liverpool na tarde do dia 13. Foi a primeira vez que tivemos que fazer conexão em um trem, mas não foi nada traumático. O sistema de transporte aqui é intuitivo. Para acalmar a minha irmã que não confia na intuição de ninguém, a gente perguntava.
A medida que vamos subindo vai ficando mais frio e o sotaque menos compreensível. Saudades de Londres em Bristol onde todo mundo fala feito gente. Rsrsrs
Logo que se chega percebe-se que Liverpool é muito mais do que aquilo que a fez famosa. De cara já vi que uma noite ali não seria o suficiente. Eu e minha irmã divergimos sobre isso num primeiro momento, mas como sempre eu estava com a razão e ela deu o braço a torcer (kkkkk, to brincando!!),
Fomos procurar o centro de informação turística, que não ficava embaixo do “i” gigante, para também descobrir onde iríamos dormir aquela noite, porque não fazíamos a menor idéia. Chegando lá uma das atendentes, chamada Val, foi super solícita e começou a ligar para os hotéis econômicos para ver o que tinha de disponível. Ela achou um hotel-hostel chamado COCOON (tá, eu sei que o nome soa ridículo, mas o lugar é legal e nós totalmente recomendamos). Ele não fica a dois passos da estação igual o Sleeperz, mas dá pra chegar andando sem arfar. Pelo caminho, frio e nuvens. Dentro e fora.
Fomos recepcionadas por uma senhora simpática que nos cedeu as chaves de dois quartos: um do hostel e um do hotel. O do hostel era totalmente habitável e custava 36 pounds para as duas. O do hotel era só mais bonito, mas demoravámos o dobro do tempo para chegar na recepção, fora que nos perdemos porque é corredor pra tudo que é lado. Optamos – obviamente – pelo hostel e fomos ser felizes. Na hora de confirmar a opção voltamos para a recepção, e eis que quem nos atende é um simpático mocinho loiro dos olhos verdes que se eu não fosse uma mulher comprometida (e sofrendo por isso) eu diria que era “bem apessoado” – apesar dos dreadlocks que eu ODEIO. Perguntei a ele onde poderia achar um cabo para meu laptop, já que já tinha rodado todas as lojas possíveis desde Londres para achar um com o plug locale nada havia aparecido (e o meu mesmo eu esqueci em Bristol!). Por coincidência alguém havia esquecido um cabo lá!!! E ele disse que poderia me emprestar, mas que eu teria que devolver no check-out pois o dono poderia aparecer pra pegar de volta.
Fiquei toda contente. Finalmente poderia alimentar meu baby-laptop. Rsrsrs. Aproveitei para entrar na internet um tiquinho, conversar com o gatinho, os amigos do Brasil, mandar scrap pra mamãe... essas coisas. Postar no blog que é bom, nada! Rsrsrs. Enquanto isso Simone saia para fumar um cigarro no frio (que ela odeia, mas o que o vício não faz com as pessoas...)
Depois saímos para passear na cidade, fotos fotos fotos, um frio do cacete. Quanta loja, meu deus! Essa vida de mochileira não e para mulheres consumistas!!! Botas que no Brasil custariam duzentas pilas, por 10 pounds!! (Isso são 36 reais!) E não cabiam na mochila! O céus, ó vida, ó azar!
O frio tornou-se insuportável (pra não falar da umidade que só faz estragar a chapinha, já que a pele tá craquelando a mesma coisa!!!), decidimos tomar o rumo de volta ao hostel. Mapas, irritação!! Os mapas não batiam!!!
A propósito, toda estação de trem têm maquinas que vendem os mapas por £1. NÃO COMPREM!!! Os mapas são confusos, incompletos e apontam mais os patrocinadores que os pontos turísticos. Todo centro de Informação ao Turista tem mapas melhores, e de graça. Fora que sempre tem mapas pela cidade. Daí vc pega o seu e vai comparar com o que tá na rua, a vontade que dá é de mandar todo mundo pra @(#!)@(#!!!
Mas chegamos!! =)
No caminho tive uma idéia feliz. A Simone teve a mesma idéia e me contou. Decidi que era a melhor idéia possível. O Ryan também achou bom. Todos ficamos felizes e eu não precisava voltar para Bristol. Passamos no Sainsbury para comprar coisas para nosso café da manhã. Não deixei a Simone comprar uma maçã importada do Brasil que custava quase dois reais.
Fui dormir mais alegre.
(Missing him badly x)

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