Dia 12 chegamos a Cardiff. Chegamos tarde, o tempo ainda estava bom. Ficamos felizes quando percebemos que o hotel que havíamos reservado na noite anterior ficava a dois minutos da estação de trem. Que ótimo!!! O quarto era tudo de bom, apesar da Simone ter dado um crise de claustrofobia quando reparou que a janela não abria. O que ela fez? Ligou a pqpcpmc do ar condicionado e fez a gente congelar lá dentro. Ok. Acontece. A quem interessar possa o hotel se chama Sleeperz e a diária em quarto duplo saiu a £55. Caro. Mas no nosso caso compensou.
Saímos para olhar a cidade... tudo deserto... não havia uma viva alma... lojas fechadas. A cidade toda em obras. Estou há tanto tempo sem ter notícias do mundo (a não ser as minhas próprias) que fiquei me perguntando se algum bombardeio teria atingido a cidade, ou ela teria sido devastada pela gripe suína (que não faço idéia a quantas anda).
Não conseguimos ir ao castelo, a última admissão era as 17h e já passava disso. Decidimos perambular. Vimos a fachada do castelo, lojas, lojas, lojas, parques, jardins (que a despeito de todas as árvores, aves e pessoas, ainda me parecia sem vida). O estádio, o animal’s wall... hora de voltar para o hotel.
O dia seguinte amanheceu frio, cinzento, chuvoso e ainda mais sem graça por isso. Saímos para tentar ir ao castelo antes do check-out do hotel. Estava chovendo e achamos que seria mega sem graça. Fomos fazer compras. Nos perdemos na cidade. Tudo cinza e eu com óculos de sol para esconder os olhos inchados. Tudo cinza... tudo cinza...
Por um lado havia um desânimo latente e a sensação de ter deixado algo importante para trás (alguém, de fato), do outro a sensação de estar desperdiçando dias que deveriam ser alegres e excitantes, preocupada com uma situação que não poderia mesmo ser resolvida.
Partimos para Liverpool.
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