“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver. ” Amyr Klink


quinta-feira, 21 de maio de 2009

Amsterdã

(ou onde os pedestres não tem vez)

Chegamos ontem a tal falada cidade. Eu sinceramente não sabia o que tinha vindo fazer aqui. Ainda não sei, para ser sincera. Acho que todo mundo fala tanto de Amsterdam que eu tinha que vir e ver por mim mesma. Não é um lugar ruim, pelo contrário. Mas acho que não me impactou tanto quanto as cidades anteriores. Metade disso claro deve-se ao meu atual estado de espírito, que não é dos melhores. Tive uma crise de choro compulsivo no vôo que nos levava embora do Reino Unido. Amei tanto o lugar, as pessoas do lugar, a pessoa do lugar... enfim. Foi uma facada no coração.
E eu, que detesto maconha e mulher, e já bebi minha cota para um mês, estava indo para Amsterdam. Fazer o quê, eu me perguntava. Ver flor e moinho... beber heineken... fazer tours. Tá, decidi dar uma chance à cidade, já que o mau-humor era meu.
Mas a cidade não tava mesmo muito interessada em ser agradável. Logo que saímos do aeroporto e pegamos o trem para o centro. Agora que eu vi o que é viajar de segunda classe, porque até agora a segunda classe aqui era a primeira do Brasil. Mas este trem... meus amigos, este trem... foi igual um busão da candelária pra pavuna ás 6 da tarde. Foi a conexão pra linha 2 na Estácio. Foi... foi... bem brasileiro. Mas sem o puta-que-pariu pra segurar. Eu de mochila, em pé, surfando no meio do vagão, sem um único ponto de apoio. Tinha que dar merda e cair em cima dos outros. Eu sabia que ia acontecer!!!!
Chegamos no hostel, o Stayokay Vondelpark. Vamos ao parêntese para ajudar quem tá vindo pra cá: o hostel é caro (como todos em Amsterdã, este estamos pagando 30 euros a diária), a internet é cara (3 euros a hora), o bar é caro (4 euros a vodka com coca) e é longe pra cacete. Mas não aceita zé-droguinha nas dependências do hostel. Então fica a critério... Eu preferia ter ficado em um mais central, que tivesse um internet café por perto. Rsrsrs. Mas perto da estação de trem (central) tem wifi liberada. O ruim é achar um lugar pra sentar e ficar calminha navegando.
Fomos dar uma volta á noite, atravessamos o Vondelpark e caímos numa rua cheia de loja de grife. Tudo fechada, por causa que já passavam das 6. Quase fomos atropeladas diversas vezes!!!! O trânsito daqui é maluco, é bonde vindo de um lado, bicicleta do outro, carro na calçada, moto na ciclovia. Até gente atropela gente aqui! E faixa de pedestre e semáforo não é segurança pra ninguém: eles passam por cima mesmo assim!!!

1 comentários:

iohã disse...

Amsterdã tem, por outro lado, umas das mais famosas salas de concerto no mundo e amanhã a noite vai ter musica vocal do Bach!!

http://www.concertgebouw.nl/page.ocl?pageid=4&dag=23&maand=5&jaar=2009

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