“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver. ” Amyr Klink


domingo, 24 de maio de 2009

Ainda sobre Amsterdã

Voltando a escrever... como sempre atrasada, falta de inspiração, sabe como é... não falta de assunto entretanto!!
Então, fomos a um showzinho no Winston Kingdom, na quarta (ou quinta) á noite. Eu gostei... fazia tempo que eu não ouvia umas guitarras distorcidas (fui no show da Roxys Wardrobe em Bristol, mas agora odeio tanto a banda que decidi apagar da memória). Na verdade fui por indicação do Ryan, já que uma das bandas é de amigos dele (vocalista por acaso bem “prestenção!!”). Mas como nada é tão ruim que não possa ficar pior, simone atraiu um cara bizarro (e poeta! Porque poeta aqui é profissão tá), que não satisfeito pelo fato dela não conseguir falar inglês , resolveu ME encher o saco. E europeu não tem semancol. Alguém me diz um jeito educado – e EFETIVO – de dizer que você não está interessada?
(Estou no ônibus rumo á Paris e Simone tá aqui do lado se rasgando de rir. Pimenta nos olhos dos outros é refresco mesmo!!!)
No dia seguinte Simone foi ao Van Gogh e eu tava com dor-de-cotovelo demais pra me dignar a sair do hostel. Fiz o de sempre... internet, liguei pra mamis, e coloquei as fotos no orkut. Quando ela chegou fomos comer alguma coisa e fazer a Heineken Experience, que até então fora a melhor coisa em Amsterdam (já já conto a melhor coisa de lá). Se vocês algum dia se dignarem a ir àquela cidade (que recomendo somente a quem estiver a fim de puxar um ou ver prostitutas em janela – todo o resto pode ser feito em qualquer outra cidade) façam o tour. É imperdível.
Depois do tour corremos pra Centraal Station para pegar outro tour, o do bairro da luz vermelha. Já tava preocupada porque o guia não ia ser o mesmo e eu tava preocupada de ter outra experiência traumática como o tour em Edimburgo que não entendi lhufas do espanhol da mulher. Mas se este fosse o único problema estaria até bom. Estávamos fazendo um tour, eu prestando máxima atenção na pessoa em miniatura que estava nos guiando, quando sinto algo... alguém... apertando a minha bunda. COMO ASSIM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Pensei: “Ah, gente, é sem querer isso, não pode!” e virei para trás para dar de cara com a figura mais medonha já vista na face da terra. Um gollum melanilado!! Um monstro hentai!!! Que falou qualquer coisa em inglês emaconhado, do qual eu só entendi um “ass”. Eu não tava acreditando naquilo. E eu sou uma pessoa MUITO estourada, mas quando eu entro em estado de choque, cara...... eu fico em estado de choque!!!! Fiquei com os olhos saltando das órbitas, vendo o ser se esvair sem qualquer pudor.
Acabou o tour, acabou amsterdam, acabou o humor que eu já não tinha.Comecei a chorar compulsivamente e minha irmã – piedosa como ela só – tentava me convencer a continuar o tour, e tentava me proteger escondendo a minha bunda. QUE MERDA CARA!!!!!!!!!!!!!
Tive crise de ódio por não ter conseguido ter reação. Só queria arrancar a pele do sujeito e fazer uma bolsa. O ódio era demais. Peguei o celular, liguei pro meu namorado (imaginem a grana de fazer ligação internacional em roaming internacional, quero nem ver isso!!!) . Falei que odiaaaaava Amsterdam, queria ir embora, queria voltar pra Inglaterra. E ele – doce como só – falou “tá, agora para de gastar celular, e me encontra online mais tarde”. QUE INFERNO!!! Apertaram minha bunda no meio da rua e é isso que ele tem pra me dizer??? Agora eu quero DUAS bolsas de pele humana!!
Decidi parar de ser emo e tentar continuar o tour. Aprendi o significado das luzes vermelha, preta, azul, rosa, bandeira de especialista em xixi e outras coisas. Concordo com a Simone que as pessoas precisam saber muito pouco sobre sexo pra achar graça em Amsterdã. Então vá só pela maconha mesmo. E compre umas revistas.
O tour acabou no Winston, onde ganhamos uma dose de um licor holandês gostoso que esqueci o nome mas começa com J, Eu precisava mesmo daquilo!! Depois era hora de caçar o caminho da roça... afinal eu tinha que encontrar o meu solícito namorado online (quando a merda da banda dele decidisse liberar ne). Saio do Winston feliz e saltitante quando – e vcs já leram no blog da Simone – meus olhos cruzaram com outros olhos. Olhos inconfundíveis. Um sorriso nojento!!! Meu estômago deu um nó! Era o FILHODAPUTAVIADOCACHORROSEMVERGONHABASTARDOFIDUMEGUA que apertou minhas partes!!!!!!!!!!! Pega!!! Mata!!! Esfola!!! Truciiiiiiiiiiiida!!!!!!
*greice entra em modo berserk e vira atração turística*
Não cheguei aos finalmentes de arrancar o couro dele porque fiquei com medinho. Esse povo drogado sei lá... ele tava com outros caras, podia estar armado, vai saber. Mas juro que agora ele pensa duas vezes antes de apertar nádegas de donzelas indefesas.
Mais do que nunca, eu odeio Amsterdam. E qualquer homem que venha a Amsterdam perde meu respeito também. Saí do Brasil pra isso não!!!
Inferno de vida.
Então tá, último dia em Amsterdá, deus seja louvado amém nós todos, vamos fazer alguma coisa pro tempo passar depressa. Decidimos ir ao Rijiksmuseum, seja lá como se escreve. Compramos ticketes antecipados e furamos a fila gigantesca. Entramos... pegamos o guia e tal, tudo muito bem. Quando estava ouvindo a explicação da primeira obra de arte, Simone me surge com os olhos esbugalhados: “Prestenção no segurança!!!!”. Virei...
... .... ...
O__________________O
Gente!!! Como assim a obra prima do museu bem no saguáo de entrada!! E com a discrição da minha irmã... ele também prestavatenção na gente!! Juro, deu vontade de pegar uma porcelaninha daquelas e sair correndo...
Continuei tentando prestar atenção nas obras menores, tipo Rembrandt e essas coisas sem graça... virava e tava o prestenção prestanatenção na gente. Ai vida, devia ter ido no museu desde o primeiro dia, todos os dias. Fica a dica: Melhor coisa de amsterdam é o segurança lindo loiro e alto do Ridijs--- como se escreve mesmo?
(pausa para o xixi. Continuo no próximo post.)

0 comentários:

Postar um comentário

Deixe seu comentário