A piada é velha, mas é tão bonitinha! :3

Depois de um ano sem grandes viagens (apesar de Rio de Janeiro ter sido recorrente), de ter usado minhas estimadas férias para fazer um estágio que em nada resultou, resolvi passar a primeira semana de 2011 nesta cidadezinha na Costa Verde com o digníssimo.
Porque me desculpem os mochileiros e viajantes solitários, mas Paraty é um daqueles destinos que todo mundo gosta, mas pra casal é muito melhor! :p
Mas nem tudo são flores. A primeira coisa que há de se ressaltar é o INFERNO de se chegar lá saíndo de Belo Horizonte.

O jeito mais prático, cômodo, divertido e bonito é ir de carro. Este era o plano. Depois de ter deixado o meu possante dois meses na agência e ninguém ter se prestado a pagar o preço que eu queria (algumas pessoas não entendem que quando você quer vender o carro – e não trocar por outro mais novo -, você não necessariamente está precisando desesperadamente de dinheiro...), eu já tinha desistido, e ia pegar o carro de volta pra viajar. Mas duas semanas antes da minha primeira longa viagem ao volante o camarada me liga pra dizer que vendeu. Afe. Tá.
Fui olhar em agência pra alugar, R$2.000 estalecas para ficar com o carro uma semana!! O.O QPÉE?! E nem era carrão não, só queria que tivesse ar condicionado e não fosse 1.0. Mas senta lá, ô Cláudia! Não consigo entender porque determinadas coisas são tão ridiculamente caras neste país.
Esquece o carro.
Saíndo de Belo Horizonte (ou de Conselheiro Lafaiete, onde estávamos), temos ônibus para Angra dos Reis ou para o Rio de Janeiro, pela
Útil. Angra dos Reis é mais prático... 8 ou 9 horas dentro do ônibus, que é noturno, e depois mais uma hora e meia no coletivo pra Paraty.
Tente deixar a inteligência em casa e comprar a passagem um dia antes.
Vai acontecer exatamente o que aconteceu conosco: Não tem. Não tem!!! :O
Nos restou a única opção de ir pro Rio de Janeiro, 6 horas dentro do ônibus. E de lá seguir para Paraty (4 horas). O que na matemática complexa de escalas, conexões e logísticas truncadas sempre vão ser mais de 10 horas.
Mas a sorte caminha ao nosso lado! :) Saímos de Lafaiete ás 10 H da manhã (Acho que o ônibus sai de Belo Horizonte às 08 H ou 08:30 H) e chegamos a Paraty às 23 H. Que delícia passar o dia dentro do ônibus.


Como chegamos um dia antes do previsto, fomos procurar um lugar pra ficar, e achamos, do lado do hostel que havíamos reservado, essa
simpática pousadinha com preço razoável (tá, uma barganha para o IPPC – Índice Paraty de Preços ao Consumidor). R$ 160 o casal, que com uma chorada no melhor estilo "mas moça, já passou da meia-noite" caiu pra R$ 120. Yay! :)
Mas o quarto é mega simples, no estilo cama e chuveiro. Já vi
hostels melhores, mas depois de um dia viajando, cama e chuveiro é mesmo tudo o que se quer. ;)
Mas da próxima vez eu vou de carro. Juro.
Na manhã seguinte, dia de explorar a cidade! Rapidinho antes do almoço, já que estaríamos dando saída na pousada.
O centro histórico de Paraty é pequeno e pode ser conhecido numa única tarde. Pode parecer mais do mesmo para quem já conhece as cidades mineiras do mesmo período. A diferença está no calçamento pé-de-moleque, que, devido às chuvas incessantes neste período, se torna um convite à acidentes, topadas, e dedos mindinhos quebrados. E o fato de não ter as ladeiras de Ouro Preto. E a atmosfera de litoral, que é mesmo tão melhor. ;p
Para os que estão com os bolsos recheadinhos deve valer a pena se sentar em um dos restaurantes e deixar oitenta reais num prato de moqueca ou qualquer outra iguaria á base de peixe. Li resenhas maravilhosas sobre os restaurantes lá. Mas feliz ou infelizmente meu senso crítico me impediu de gastar uma fortuna em um almoço. Até então.
Uma pena ter chovido tanto, ou um passeio guiado teria sido uma excelente idéia. Fica para a próxima viagem, descobrir os segredos e lendas da cidade, destas que só os guias sabem (ou criam).
Li em uma revista que existem várias referências maçons nas casas, a título de curiosidade. Mas não que isso tenha feito diferença na nossa passagem por lá.
Saíndo do centro histórico pela avenida principal, diversos agentes de viagens ficam com panfletinhos oferecendo passeios. O de escuna é o que todo mundo disse que não dava pra perder. Tem um de jipe que faz o circuito das cachoeiras que custa R$60 dinheiros por cabeça. E tem os que levam à Trindade.
Como só tínhamos dois dias na cidade e passamos metade do primeiro no Centro Histórico, optamos por fazer o de escuna no dia seguinte. A possibilidade de parar em vários pontos pra fazer snorkling por apenas R$35 parecia uma pechincha, mas a pegadinha viria a seguir! Rsrsrs
De volta a pousada, que recomendamos para quem procura alguma coisa simples e barata com ambiente familiar, pegamos nossas tralhas e fomos para o hostel, que fica na portinha ao lado. :)
O
Che Lagarto Paraty tem cara de hostel mesmo, e clima de boteco. Os atendentes são super solícitos, a limpeza é boa mas poderia ser melhor. O quarto é amplo, maior e mais arejado que o da pousada, mas a cama é dura (não reclama, faz bem pra coluna! Kkk E aliás, por R$89 o quarto de casal, quem vai reclamar??). Isto do privativo, não sei como são os coletivos de lá.
Aproveitamos o fim da tarde para relaxar no bar do hostel, e depois ir achar algo pagável para comer. Como comentei antes, Paraty é caro. Não, Paraty é muito caro. Lata de Coca-cola a R$4 lá é lugar-comum. Mas fora do centro histórico tem um ou outro restaurante normal rsrs. (Mas a coca continua R$4, suco é mais caro ainda rsrs)
E é engraçado como só tem gringo na cidade. No Rio de Janeiro, tá, você vê gringo demais e ouve língua estrangeira demais na Zona Sul, mas tem muita gente local também, então até passa despercebido. Em Paraty a realidade é diferente, as imobiliárias são especializadas em vender imóveis para estrangeiros, só pra se ter uma noção. Então, entre turistas e moradores, tive a impressão que a gringolândia representa uma grande parcela em ambos.
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