Porque são elas, com seus hábitos e costumes, que dão identidade ao lugar. Ás vezes nós temos pré-conceitos de pessoas de determinados lugares por algum tipo de atitude, talvez típica, das quais ouvimos falar. Mas quando conhecemos estas pessoas e entendemos o histórico daquela cultura, tudo fica tão mais claro.
Conhecer pessoas com culturas diferentes nos abre os olhos, e a mente; nos deixa mais atentos, observadores, compreensivos e por isso tudo, flexíveis. De repente nos damos conta de que o nosso próprio comportamento é uma cópia barata de tudo aquilo que crescemos vendo e tomando como padrão. E se não tomarmos cuidado acabamos julgando as pessoas com base neste padrão, acabando com a graça da diversidade.
E quando voltamos pra casa, sentimos que temos um pedacinho da gente em cada lugar onde estivemos e participamos da vida com e como locais. E num ambiente estranho, cada pessoa que conhecemos nos ensina uma lição muito maior do que poderíamos aprender se estivéssemos na nossa zona de conforto. E ficamos com esta sensação de que estas pessoas estarão lá para nos receber e nos ajudar novamente, e que, por mais improvável que seja, poderia haver um reencontro futuro.
Hillary foi uma dessas pessoas. Uma mulher linda, jovem, alegre e extremamente doce, ainda que sentenciada de morte por um câncer já em estado avançado quando a conhecemos, em Maio do ano passado. Tive notícias de que ela faleceu hoje, em Bristol - Inglaterra, confortavelmente e cercada de amigos e parentes.
Ela era amiga da nossa família anfitriã naquela cidade e foi um dos exemplos mais marcantes de como os ingleses não são nada adaquilo que falam sobre eles, rs! Porque ela não nos conhecia e inicialmente não tinha nada a ver com a nossa viagem, e ainda assim foi uma das pessoas mais acolhedoras que encontramos. Ela e Mike tiveram paciência de Jó com o nosso inglês capenga, e fizeram muito mais do que poderia ser esperado para que pudéssemos nos sentir em casa. E foi quem me deu asilo quando, no fim da viagem, ainda decidi voltar para Bristol. Passamos boas horas rindo e conversando, e em momento algum ela pareceu ser uma pessoa que nos deixaria dali há poucos meses, embora todos nós o soubéssemos.
Exemplo de como viver a vida até o último momento, Hillary, meu pensamento está com você neste dia. Descanse em paz.
1 comentários:
Tá na hora de voltar a exercitar o portuga. Saudades dos seus posts, garota. bjos
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